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MANDI NEWS

Reestatização de concessões de saneamento como pauta nas Eleições 2026

A ampliação da participação privada na prestação de serviços públicos no Brasil faz parte de um processo marcado pela crescente institucionalização de mecanismos como concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). No setor de saneamento básico, esse movimento ganhou relevância diante do histórico déficit de investimentos em saneamento para alcançar a universalização do acesso e reduzir desigualdades territoriais.

Plano Comunitário de Risco e Adaptação Climática (PCRA) na Comunidade São Gaspar

A convite da Secretária Nacional de Periferias, a Mandí está assessorando a construção de um plano comunitário de risco e adaptação climática para uma comunidade do bairro do Tapanã – Belém (PA) Preparar territórios e construir um futuro onde as comunidades possam viver sem riscos é o intuito do PCRA, o mais novo projeto da Mandí. O projeto é uma ação de implementação de política pública promovida pela Secretaria Nacional das Periferias (SNP) e o objetivo é a construção de Planos Comunitário de Riscos e Adaptação Climática. A ideia é criar um espaço de prevenção e redução das desigualdades, pensar em soluções de acordo com cada território e reconhecer os saberes desses lugares. As ações são voltadas para áreas urbanas e, em Belém, um dos territórios que participa da iniciativa é a comunidade de São Gaspar, situada na Bacia Hidrográfica do Mata Fome, no bairro do Tapanã. A escolha surge a partir dos problemas estruturais e das dificuldades de acesso ao saneamento. Mesmo diante de tantos problemas, a comunidade fundou a Associação de Moradores São Gaspar, buscando estratégias para lutar por mais qualidade de vida. São mais de 30 anos de trabalho coletivo, com lideranças que acreditam na transformação social e na luta popular. Camila Magalhães, Diretora Presidente da Mandí, conta que “atuar em parceria com a Comunidade de São Gaspar e a Secretaria Nacional de Periferias é um passo muito importante para o desenvolvimento de planos comunitários específicos para as necessidades do território, sendo este um instrumento de política pública que pode ser adotado nos planejamentos municipais. Essa estratégia protege o território e garante o protagonismo das comunidades na definição de prioridades, soluções e estratégias de monitoramento”. Para comunidade, esse projeto vem para somar e ampliar o conhecimento sobre os efeitos das mudanças climáticas. Raimundo Gemaque, liderança local, afirma que “é uma forma de se preparar para o futuro, com possíveis alagamentos, podendo orientar a como agir caso precise”. O projeto já começou e terá duração de 12 meses, com previsão para encerrar em julho de 2027. A iniciativa será dividida por módulos: O que já rolou: Seguimos construindo caminhos para contribuir com a construção de um plano para cidades mais adaptadas e preparadas.  TERRITÓRIO VIVO É TERRITÓRIO PREPARADO E PROTEGIDO!

Mandí elabora Nota Técnica sobre Água, Saneamento e Adaptação Climática na SB64

Pelo quarto ano consecutivo Mandí participou da 64ª sessões dos órgãos subsidiários da ONU para Mudança do Clima (UNFCCC), em Bonn, na Alemanha. Nosso objetivo é que as políticas públicas de saneamento e adaptação climática sejam reconhecidas como estratégia-chave para a redução das desigualdades, além do fortalecimento das agendas de água, saneamento e clima. “A Mandí é uma organização-ponte e está nesses espaços justamente para, além de incidir nos processos, entender, dialogar e traduzir a agenda global para o que acontece no nível doméstico e também nos territórios. O que muda com o que acontece lá, principalmente em saneamento? Essa é a nossa motivação.”, afirma Ligia Paz, diretora da Mandí. Na conferência deste ano, os pontos focais foram a implementação do Global Goal on Adaptation (GGA),estabelecimento do plano de trabalho Visão Belém-Addis (BAV), a implementação dos Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) e a articulação entre adaptação, financiamento climático e construção de capacidades. Mas a pauta não andou muito: os países em desenvolvimento defendem que a agenda de adaptação depende do acesso a recursos financeiros. Por outro lado, outros países resistiram à inclusão de novas obrigações financeiras. A Mandí fez uma análise a partir da nossa perceção do andamento das agendas de água, saneamento e adaptação climática na SB64, que pode ser acessada clicando abaixo:  NOTA TÉCNICA: ÁGUA, SANEAMENTO E ADAPTAÇÃO CLIMÁTICA NA SB64 “Fazer uma análise mais técnica sem deixar de ser acessível em linguagem é importante para garantir que todo mundo, especialmente quem acompanha a Mandí, esteja junto com a gente nesse movimento pelo direito ao saneamento e não se sinta distante dos debates globais. Também é uma forma de gerar insumos que posicionem a Mandí nesse lugar de referência em água, clima e saneamento.” A Mandí reforça que é inegociável que os investimentos estejam condicionados a princípios de justiça social, climática e hídrica, universalização do acesso, resiliência climática e fortalecimento das capacidades locais. Leia na íntegra nosso balanço.

Mandí realiza 1º Workshop e faz um chamado à ação

Com foco em adaptação climática, o evento reuniu mais de 50 pessoas que atuam no setor do saneamento no Brasil. Com o tema “Cidades Resilientes com Saneamento Presente: um chamado à ação”, a Mandí realizou no dia 27 de maio, o 1º workshop da organização focado no tema. O evento reuniu mais de 50 pessoas com o objetivo de articular esforços em torno da agenda de água e saneamento, com foco na adaptação climática. Além disso, o encontro abordou temas relacionados a território e implementação, com destaque ao papel das instituições de saneamento nesse processo.  O ponto de partida da atividade teve como base a pesquisa “Água, Saneamento e Clima: estratégias para outros futuros nas cidades amazônicas”, publicada pela Mandí em 2025, com apoio do Instituto Clima e Sociedade. O estudo provoca reflexões sobre os diferentes modos de vida nas cidades e suas relações com o acesso à água. A pesquisa foi realizada em três capitais amazônicas e destaca como principais desafios as inundações, secas, queimadas e deslizamentos, que são intensificados pela falta de saneamento básico e pelo distanciamento das soluções de saneamento às suas realidades locais. Dentre os participantes, tivemos representantes de diferentes lugares,entre eles ministérios, secretárias,engenheiros, operadores de Estação de Tratamento de Água (ETA), empresas de saneamento e pessoas interessadas na integração dessas agendas. A diretora Administrativa da Mandí, pesquisadora no Laboratório de Gerenciamento de Riscos Climáticos e Segurança Hídrica (UFC) e facilitadora da atividade, Ligia Paz, afirmou que esse espaço foi criado para unificar os diferentes setores que atuam em prol do saneamento.” A atividade surge como forma de entender como conseguimos fortalecer a agenda como eixo estruturante de adaptação climática e da redução das desigualdades”, destacou.  Durante o Workshop, as desigualdades sociais estiveram no centro dos debates, destacando ainda mais a importância de considerar as especificidades de cada território, interligadas às questões de raça, classe e gênero. Por conta disso, foi fundamental dialogar com atores envolvidos diretamente na execução de políticas de saneamento, conectando agendas de forma efetiva e prática.  A Engenheira Florestal, Mestre em Ciências Florestais e servidora da Agência Nacional  de Água e Saneamento (ANA),  Renata Maranhão, destacou: Com os efeitos das mudanças climáticas, é preciso criar estratégias de infraestrutura e governança de forma urgente. A diretora presidente da Mandí, Camila Magalhães, pontua que a pesquisa desenvolvida pela organização foi feita justamente para integrar as agendas de clima e adaptação climática, oferecendo soluções para o problema. Afinal, é fundamental a adaptação climática precisa ser considerada como eixo estruturante e uma ferramenta de justiça social.  A Mandí defende e faz um chamado à ação para que o planejamento seja integrado. Pensar em saneamento é pensar em clima, somente assim será possível alcançar cidades mais resilientes.

Mandí realiza 1º workshop sobre sobre água e saneamento na agenda do clima

O evento virtual busca engajar instituições de saneamento na agenda climática  Com o tema “Cidades Resilientes com Saneamento Presente: um chamado à ação”, a Mandí realiza, no dia 27 de maio, às 16h, via Zoom, o 1º workshop da organização, com o objetivo de articular esforços em torno da agenda de água e saneamento, com foco na adaptação climática.  A proposta do workshop tem como base a pesquisa “Água, Saneamento e Clima: estratégias para outros futuros nas cidades amazônicas”, publicada pela Mandí em 2025, com apoio do Instituto Clima e Sociedade. O estudo provoca reflexões sobre os diferentes modos de vida nas cidades e suas relações com o acesso à água. A pesquisa foi realizada em 3 capitais amazônicas, e destaca como principais desafios as inundações, secas, queimadas e deslizamentos, que são intensificados pela falta de saneamento básico e deslocamento das soluções de saneamento às suas realidades locais. “Se há carência de saneamento adequado e pouca adaptação às mudanças climáticas, como é que as infraestruturas e outras soluções podem ser ajustadas para atender as necessidades da sociedade diante da crise climática, que só se intensifica? Para responder a isso, é preciso pensar para além dos pilares modernos e às vezes tradicionais, já postos, da arquitetura e engenharia, criando soluções que considerem uma convivência mais equilibrada entre os espaços urbanizados e a natureza da Amazônia”, trecho da pesquisa Água, Saneamento e Clima (2024). Diante dos efeitos das mudanças climáticas, é preciso criar estratégias de infraestrutura e governança de forma urgente. Por isso, a proposta é garantir que os processos de formulação de políticas públicas incorporem insumos a partir de dados técnicos, à exemplo dos produzidos pela pesquisa de saneamento e adaptação climática realizada pela Mandi.  Nesse sentido, convidamos a sociedade civil, profissionais do saneamento, gestores públicos e instituições parceiras para debater desafios, evidências territoriais, saberes técnicos e políticas  públicas. Faça sua inscrição aqui.

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