Com 29,8 milhões de habitantes, 76% da população amazônica brasileira é urbana e passa por problemas próprios de grandes capitais e tem como seu principal problema o seu maior recurso: o hídrico.
Ilhas de Calor
Especulação Imobiliária
Mobilidade
Urbana Defasada
Desassociação
da natureza





Sendo assim, quais os caminhos para adaptação climática considerando a universalização do saneamento básico, e vice e versa, para as populações da Amazônia Legal?
Essa inquietação tem sido o norte do trabalho da Mandí. A campanha “Cidades + Resilientes é com Saneamento Presente” emerge com o objetivo de provocar reflexões sobre os diferentes modos de vida nas cidades amazônicas e sua relação com o acesso à água, e principalmente interligar duas agendas que andam desassociadas: saneamento e adaptação climática.
Para isso, imergimos em Belém, Macapá e Manaus e a partir de uma análise de dados,intercâmbios com atores-chaves, como organizações, lideranças locais e pesquisadores, construímos uma pesquisa inédita. Fizemos questão de fazer esses encontros para escutar aqueles que não estão contemplados nos dados de crescimento de saneamento básico do território. E assim, ajudar a construir repertórios e estratégias para subsidiar políticas públicas que conectem essas agendas, com uma abordagem crítica e esperançosa, na qual considera os diversos contextos amazônicos.
Em 2024, a campanha Cidades Mais Resilientes é com Saneamento Presente surge levantando a pergunta: quais os caminhos para a adaptação frente aos impactos climáticos, considerando a universalização do saneamento para as populações da Amazônia Legal?
Como parte da campanha para universalização do saneamento, a Mandí lançou no Dia do Banheiro o vídeo: adaptar o saneamento é garantir o básico!
A campanha foi construída com base em análise de dados e diálogos com atores-chave, organizações, lideranças locais e pesquisadores. Os resultados foram apresentados a todas as pessoas que contribuíram para que chegássemos a esse resultado.
Lançamos nossa campanha na COP 29 para fortalecer o debate climático, colocando a adaptação e o saneamento como temas essenciais durante o Painel “Equidade urbana em água e saneamento: garantindo cidades inclusivas e resilientes”, realizado no Pavilhão água.
Compartilhamos sobre as expectativa em participar de mais uma conferência, fortalecendo as discussões sobre clima, conectando as pautas de adaptação e saneamento.
Em 2025, a Mandí liderou um processo de construção de propostas em torno da agenda climática e da água, com foco na justiça climática e no direito à água e ao saneamento. A ação contou com o mapeamento de organizações parceiras, a mobilização para a construção coletiva do documento e sua entrega a tomadores de decisão nacionais e internacionais durante a COP30.
O resultado desse processo foi a carta “Brasil na liderança da água: Saneamento e adaptação na Rota da COP30”, assinada por 54 organizações brasileiras e entregue a atores estratégicos, como o presidente da COP30, André Corrêa do Lago; a ponto focal da Agenda de Ação do eixo de Cidades, Infraestrutura e Água da COP30, Maria Clara; a assessora de mobilização da COP30, Micaela Valentim; e a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva. A iniciativa culminou em uma resposta positiva do governo federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Clima, que afirmou que as recomendações presentes no documento foram repassadas aos atores envolvidos na organização da COP para conhecimento e providências cabíveis.