Mandí

Plano Comunitário de Risco e Adaptação Climática (PCRA) na Comunidade São Gaspar

Plano Comunitário de Risco e Adaptação Climática (PCRA) na Comunidade São Gaspar

A convite da Secretária Nacional de Periferias, a Mandí está assessorando a construção de um plano comunitário de risco e adaptação climática para uma comunidade do bairro do Tapanã – Belém (PA)

Preparar territórios e construir um futuro onde as comunidades possam viver sem riscos é o intuito do PCRA, o mais novo projeto da Mandí. O projeto é uma ação de implementação de política pública promovida pela Secretaria Nacional das Periferias (SNP) e o objetivo é a construção de Planos Comunitário de Riscos e Adaptação Climática. A ideia é criar um espaço de prevenção e redução das desigualdades, pensar em soluções de acordo com cada território e reconhecer os saberes desses lugares.

As ações são voltadas para áreas urbanas e, em Belém, um dos territórios que participa da iniciativa é a comunidade de São Gaspar, situada na Bacia Hidrográfica do Mata Fome, no bairro do Tapanã. A escolha surge a partir dos problemas estruturais e das dificuldades de acesso ao saneamento. Mesmo diante de tantos problemas, a comunidade fundou a Associação de Moradores São Gaspar, buscando estratégias para lutar por mais qualidade de vida. São mais de 30 anos de trabalho coletivo, com lideranças que acreditam na transformação social e na luta popular.

Camila Magalhães, Diretora Presidente da Mandí, conta que “atuar em parceria com a Comunidade de São Gaspar e a Secretaria Nacional de Periferias é um passo muito importante para o desenvolvimento de planos comunitários específicos para as necessidades do território, sendo este um instrumento de política pública que pode ser adotado nos planejamentos municipais. Essa estratégia protege o território e garante o protagonismo das comunidades na definição de prioridades, soluções e estratégias de monitoramento”.

Para comunidade, esse projeto vem para somar e ampliar o conhecimento sobre os efeitos das mudanças climáticas. Raimundo Gemaque, liderança local, afirma que “é uma forma de se preparar para o futuro, com possíveis alagamentos, podendo orientar a como agir caso precise”.

O projeto já começou e terá duração de 12 meses, com previsão para encerrar em julho de 2027. A iniciativa será dividida por módulos:

  • Leitura técnico-comunitária do território
  • Monitoramento e ações antecipatórias
  • Concepção de medidas estruturais e não estruturais de adaptação
  • Oficinas sociotécnicas

O que já rolou:

  • Reuniões com as lideranças
  • Mapeamento da comunidade
  • Visita territorial
  • Mobilização para as oficinas
  • Oficinas – Formação Periferia Sem Risco – Comunidade São Gaspar Mobilizada e Preparada. 

Seguimos construindo caminhos para contribuir com a construção de um plano para cidades mais adaptadas e preparadas. 

TERRITÓRIO VIVO É TERRITÓRIO PREPARADO E PROTEGIDO!