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Mandí realiza 1º Workshop e faz um chamado à ação

Com foco em adaptação climática, o evento reuniu mais de 50 pessoas que atuam na agenda climática no Brasil. Com o tema “Cidades Resilientes com Saneamento Presente: um chamado à ação”, a Mandí realizou no dia 27 de maio, o 1º workshop da organização focado no tema. O evento reuniu mais de 50 pessoas com o objetivo de articular esforços em torno da agenda de água e saneamento, com foco na adaptação climática. Além disso, o encontro abordou temas relacionados a território e implementação, com destaque ao papel das instituições de saneamento nesse processo.  O ponto de partida da atividade teve como base a pesquisa “Água, Saneamento e Clima: estratégias para outros futuros nas cidades amazônicas”, publicada pela Mandí em 2025. O estudo provoca reflexões sobre os diferentes modos de vida nas cidades e suas relações com o acesso à água. A pesquisa foi realizada em três capitais amazônicas e destaca como principais desafios as inundações, secas, queimadas e deslizamentos, que são intensificados pela falta de saneamento básico e pelo distanciamento das soluções de saneamento às suas realidades locais. Dentre os participantes, tivemos representantes de diferentes lugares,entre eles ministérios, secretárias,engenheiros, operadores de Estação de Tratamento de Água (ETA), empresas de saneamento e pessoas interessadas na integração dessas agendas. A diretora Administrativa da Mandí, pesquisadora no Laboratório de Gerenciamento de Riscos Climáticos e Segurança Hídrica (UFC) e facilitadora da atividade, Ligia Paz, afirmou que esse espaço foi criado para unificar os diferentes setores que atuam em prol do saneamento.” A atividade surge como forma de entender como conseguimos fortalecer a agenda como eixo estruturante de adaptação climática e da redução das desigualdades”, destacou.  Durante o Workshop, as desigualdades sociais estiveram no centro dos debates, destacando ainda mais a importância de considerar as especificidades de cada território, interligadas às questões de raça, classe e gênero. Por conta disso, foi fundamental dialogar com atores envolvidos diretamente na execução de políticas de saneamento, conectando agendas de forma efetiva e prática.  A Engenheira Florestal, Mestre em Ciências Florestais e servidora da Agência Nacional  de Água e Saneamento (ANA),  Renata Maranhão, destacou: Com os efeitos das mudanças climáticas, é preciso criar estratégias de infraestrutura e governança de forma urgente. A diretora presidente da Mandí, Camila Magalhães, pontua que a pesquisa desenvolvida pela organização foi feita justamente para integrar as agendas de clima e adaptação climática, oferecendo soluções para o problema. Afinal, é fundamental a adaptação climática precisa ser considerada como eixo estruturante e uma ferramenta de justiça social.  A Mandí defende e faz um chamado à ação para que o planejamento seja integrado. Pensar em saneamento é pensar em clima, somente assim será possível alcançar cidades mais resilientes.

Resumo do nosso trimestre: novidades e conquistas

Temos muita coisa boa pra te contar. Queremos compartilhar com vocês nosso primeiro trimestre de 2026.  Atualizações Conferência Nacional das Cidades Durante o mês de fevereiro participamos da 6° Conferência Nacional das Cidades, marco histórico na formulação da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU). A Mandí propôs a atualização de 4 propostas para a inclusão, de forma explícita, das dimensões de justiça social e climática, destacando as populações vulnerabilizadas, como pessoas negras, mulheres, comunidades periféricas, tradicionais e povos indígenas, e posicionou o saneamento básico como eixo estruturante para adaptação climática é indispensável nas políticas urbanas e de habitação. As propostas foram aprovadas em plenária e incluídas no PNDU. A participação da Mandí como delegada no tema de saneamento foi e é estratégica para contribuir na qualificação do debate, fortalecendo a integração entre saneamento, clima e justiça social na revisão da política nacional. Dia da água – ANA  Em celebração ao dia da água, participamos do evento realizado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que reuniu especialistas em uma roda de conversa sobre o tema ”Água, Gênero e Mudanças Climáticas: Desafios e Estratégias para a Gestão dos Recursos Hídricos”.  Contribuímos no bloco 1 – “Territórios, dados e desigualdades”, trazendo reflexões sobre como a falta de acesso à água e saneamento afeta os territórios mais vulneráveis, especialmente as mulheres. Destaques  10 anos Mandí Desde 2016 estamos em uma maré de trabalho que é feita por diferentes pessoas que, durante nossa jornada, construíram, colaboraram e navegaram conosco. De lá pra cá, realizamos muitas atividades às margens do rio, ações que moldaram o que fazemos até os dias de hoje. Com o passar do tempo, compreendemos que nossa missão é fazer nosso barco navegar por muitos outros lugares, de forma crítica e esperançosa, facilitando experiências educacionais, mobilizando e incidindo politicamente. Nossa missão é construir espaços seguros, inclusivos e participativos. Por isso, nesse primeiro trimestre do ano celebramos nossos 10 anos sonhando e acreditando na proteção das culturas tradicionais, no acesso à equidade aos recursos naturais e nos direitos das populações futuras. E imaginando outros futuros possíveis a partir das águas amazônicas. Projetos Em coalizão formada pela Mandí, Coletivo Caranguejo Tabaiares e o Conselho Pastoral dos Pescadores, com apoio da Action Aid Brasil, o projeto TerritóRios chega ao fim celebrando coletividade, luta e troca geracional.  Durante esse período atuamos: FORTALECIMENTO DO TERRITÓRIO e COMPARTILHAMENTO DE CONHECIMENTO   O que fizemos: Por onde passamos: Belém, Recife e Salvador No fim, alcançamos 214 pessoas, que contribuíram e construíram essa rede de luta, sonhos e esperança O projeto TerritóRios é movimento e conexão com outras pessoas e regiões e segue em seu fluxo para desaguar em novas possibilidades Acompanhe nossas redes e saiba mais sobre as próximas etapas: instagram | linkedin | youtube

Mandí contribui para revisão de plano na 6º Conferência Nacional das Cidades

Realizada entre os dias 24 e 27 de fevereiro, a 6ª Conferência Nacional das Cidades consolidou-se como um marco da participação social na formulação de políticas de desenvolvimento urbano, habitação, saneamento e mobilidade, com foco na justiça climática e inclusão. Este é um momento histórico: após 12 anos sem a realização da Conferência, o processo é retomado como espaço estratégico de participação social e de formulação de diretrizes para o desenvolvimento urbano no país. A Mandí foi recomendada pela Habitat Pela Humanidade Brasil para participar como ONG delegada, ou seja, com direito a voz e voto no eixo que trata das políticas de saneamento ambiental, tema que integra a revisão da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU), pauta debatida e consolidada durante a conferência. O que fizemos:  Propomos a atualização de 4 propostas para que incluam, de forma explícita, justiça social e climática, populações vulnerabilizadas, como pessoas negras, mulheres, comunidades periféricas, tradicionais e povos indígenas, e adaptação climática como questões centrais e indispensável das políticas de saneamento, urbana e de habitação. O que alcançamos: As propostas foram debatidas e aprovadas pelas entidades, fortalecendo o entendimento e percepção de que o saneamento deve ser tratado como instrumento de redução de desigualdades e de resposta às emergências climáticas nos territórios. Durante a conferência também ocorreu a plenária geral para votação da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU). Todos os segmentos votaram e validaram as modificações propostas pela Mandí. As propostas apresentadas por nós foram integralmente aprovadas e incorporadas ao texto. Agora, a versão final do documento está sendo trabalhada pelo Ministério das Cidades. Para a Mandí, a participação como delegada no tema de saneamento é estratégica para contribuir na qualificação do debate, fortalecendo a integração entre saneamento, clima e justiça social na revisão da política nacional. Acompanhe nossas redes e saiba mais sobre as próximas etapas.

Construindo caminhos e traçando metas para 2026

Troca, escuta, partilha são elementos fundamentais para desenvolver e potencializar espaços coletivos. Foi por isso que, pelo 3° ano consecutivo, a Mandí promoveu sua imersão de planejamento em equipe, buscando alinhar e fortalecer nossa atuação em busca de nossos objetivos.

Agenda da Mandí na COP30 📅

Nossa agenda específica parte das águas amazônicas e busca integrar saneamento básico, direito à água/segurança hídrica e clima, sempre a partir da lente da justiça socioambiental, garantindo a participação de comunidades vulnerabilizadas, mulheres, pessoas negras e populações urbanas periféricas.

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Pequenas doações impactam grandes mudanças