
Mandí elabora Nota Técnica sobre Água, Saneamento e Adaptação Climática na SB64
Pelo quarto ano consecutivo Mandí participou da 64ª sessões dos órgãos subsidiários da ONU para Mudança do Clima (UNFCCC), em Bonn, na Alemanha. Nosso objetivo é que as políticas públicas de saneamento e adaptação climática sejam reconhecidas como estratégia-chave para a redução das desigualdades, além do fortalecimento das agendas de água, saneamento e clima. “A Mandí é uma organização-ponte e está nesses espaços justamente para, além de incidir nos processos, entender, dialogar e traduzir a agenda global para o que acontece no nível doméstico e também nos territórios. O que muda com o que acontece lá, principalmente em saneamento? Essa é a nossa motivação.”, afirma Ligia Paz, diretora da Mandí. Na conferência deste ano, os pontos focais foram a implementação do Global Goal on Adaptation (GGA),estabelecimento do plano de trabalho Visão Belém-Addis (BAV), a implementação dos Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) e a articulação entre adaptação, financiamento climático e construção de capacidades. Mas a pauta não andou muito: os países em desenvolvimento defendem que a agenda de adaptação depende do acesso a recursos financeiros. Por outro lado, outros países resistiram à inclusão de novas obrigações financeiras. A Mandí fez uma análise a partir da nossa perceção do andamento das agendas de água, saneamento e adaptação climática na SB64, que pode ser acessada clicando abaixo: NOTA TÉCNICA: ÁGUA, SANEAMENTO E ADAPTAÇÃO CLIMÁTICA NA SB64 “Fazer uma análise mais técnica sem deixar de ser acessível em linguagem é importante para garantir que todo mundo, especialmente quem acompanha a Mandí, esteja junto com a gente nesse movimento pelo direito ao saneamento e não se sinta distante dos debates globais. Também é uma forma de gerar insumos que posicionem a Mandí nesse lugar de referência em água, clima e saneamento.” A Mandí reforça que é inegociável que os investimentos estejam condicionados a princípios de justiça social, climática e hídrica, universalização do acesso, resiliência climática e fortalecimento das capacidades locais. Leia na íntegra nosso balanço.